Um pouco de minha história A Guerra do Paraguai III
No dia seguinte após o anoitecer fui para a cidade de Coxim. Na noite anterior, a noite do massacre, a cidade mantinha o seu movimento habitual. No entanto a cidade estava agora totalmente silenciosa e somente os soldados estavam na rua.
Eram em grupos de três patrulhas que marchavam pela cidade. Sempre uma patrulha andava dentro da cidade, a maior de todas, enquanto as outras duas marchavam ao redor da cidade como se estivessem eperando a chegada de uma tropa. Eu os observava de cima de uma árvore.
Esperei o momento certo e me aproximei cambaleando de uma das patrulhas que estava fora da cidade, como se tivesse acabado de ser atacado por uma fera. O comandante da patrulha se aproximou de mim:
- ¿Por qué usted no están en la casa?
- Fui atacado por um demônio, senhor. Ele ainda está lá devorando as almas dos meus companheiros de viagem.
Apontei para a imensidão vazia de onde eu viera:
- Lá adiante...
E fingi um desmaio.
O comandante imediatamente seguiu para o lado que lhe apontei atirando para o alto, chamando a atenção das outras patrulhas. Um soldado ficou tomando conta de mim. As outras patrulhas se encontraram no local onde eu estava e o soldado lhes contou o ocorrido. Então seguiram todos para a direção indicada. O soldado ficou incubido de me levar à enfermaria.
Quando estávamos sozinhos eu o matei e com seu sangue saciei a minha sede. Eu precisava de sangue porque uma grande batalha iria ocorrer logo após.
Um pouco de minha história A Guerra do Paraguai II
Minha chegada a Coxim fora tranqüila. Antes de chegar à cidade dormi em cavernas e grutas encontradas no meio do caminho.
Junto a mim eu possuía um estoque de ratos. Poderia não haver outras fontes de sangue no meio do caminho, previsão aliás mais do que acertada.
Bem... chegando à Coxim me estabeleci em uma cabana próxima ao rio Taquari. Eu estava com muita sede. Entrei na cabana, surpreendendo todos os ocupantes no sono. Era uma família simples: pai, mãe, um casal de idosos, uma senhora de idade avançada, um menino de uns 10 anos e uma menina de uns 8 ou 6 anos. Após me alimentar matei todos; ninguém poderia saber da minha existência.
Dormi durante o dia e na noite seguinte, uma esplêndida noite de lua cheia, iniciei as operações. Havia uma guarnição de soldados paraguaios fazendo ronda próximos à cidade. Ninguém mais além de nós: eu e eles.
Eu estava deitado no chão observando-os. Peguei uma pedra no chão do tamanho de uma caixinha de fósforos e atirei com força no capitão. A cabeça dele estourou feito um melão, até hoje eu choro de rir da reação dos soldadinhos. Eles ficaram sem saber o que tinha acontecido.
Aproveitando a surpresa eu peguei outra pedra mais ou menos do mesmo tamanho da anterior, levantei-me e gritei:
- Estoy aquí amigos.
Eles não entenderam, então um dos soldados atirou no meu ombro. Permaneci em pé imóvel. Por um tempo eles ficaram sem entender o que havia acontecido. Peguei a pedra e a atirei no soldado que havia atirado em mim. Aconteceu o mesmo que havia acontecido com o capitão. Os soldados então puseram-se a atirar em mim. Desviei-me de quase todos os petardos. O melhor da batalha estava para acontecer, pois não havia tempo para recarga. Eram em torno de 20 a 25 soldados. Após o último disparo eu me encontrava em frente ao primeiro soldado.
Ele não acreditou quando me viu parado em frente a ele. Quebrei seu pescoço e o arremesei contra outros soldados. Cerca de 7 caíram ao chão. Os outros pegaram seus sabres e partiram para a luta. Após quebrar o braço do primeiro tomei-lhe o sabre que tornou-se o fim de seus companheiros.
De toda a guarnição deixei apenas um soldado vivo que fugiu de mim prontamente quando ameacei avançar em sua direção. Eu ver o resultado de minha atuação no dia seguinte. Enquanto ele corria eu matava a minha sede nos mortos, que ainda tinham o sangue quente. Após isto retornei para a minha cabana e dormi durante o dia.
:: Klaus HölleSohn 12:08 PM
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Como eu havia falado anteriormente. Poucos eram os vampiros na América no período em que fui abraçado. De fato haviam poucos príncipes e ocorria uma guerra no submundo noturno pelo domínio dos territórios.
Johnattan ficou com o vasto território do Rio de Janeiro.
O príncipe é o vampiro que domina um determinado território. Johnattan dominava um território equivalente quase que ao território do Rio de Janeiro. A sociedade vampírica possui leis. Uma delas, a mais respeitada, é a máscara.
A máscara consiste basicamente em esconder nossa verdadeira identidade dos mortais. No entanto a máscara sempre foi escondida apenas da população ignorante. Alguns governantes e líderes religiosos corruptos da idade média sabiam de nossa existência, e faziam habilmente uso de nossas qualidades.
O imperador Dom Pedro II não se encontrava sob a forte influência que a Igreja ainda exercicia. Certo dia Johnattan me disse que estávamos a serviço do imperador e que, com isso, poderíamos obter vantagens da realeza em troca de nossos serviços.
No ano de 1865 o Brasil entrou em guerra com o Paraguai. O exército paraguaio ocupou territórios brasileiros no Mato Grosso. O império estava a ponto de enviar tropas para a região. No entanto aconselhado por seus oficiais de Guerra Dom Pedro II designou a Johnattan a tarefa de desocupar o território.
A decisão era uma estratégia de guerra bem consolidada, uma vez que a ocupação dos territórios matogrossenses era apenas uma maneira de desviar o contigente brasileiro do principal foco da guerra: a Bacia da Platina, da qual fazia parte o Rio Grande do Sul
Johnnatan repassou a tarefa para mim que, sozinho, rumei para a cidade de Coxim, a última cidade ocupada pelas tropas paraguaias. Viajando durante a noite cheguei a Coxim quatro dias após a minha partida da cidade do Rio de Janeiro.
Um pouco de história A história de Caim: Os poderes de Caim
Os poderes dos Despertos
Após ter sido amaldiçoado por Mikael, Raphael e Uriel. Caim recebeu a visita do Arcanjo Gabriel, Lorde da Misericórdia, que anunciou:
"- Filho de Adão. Filho de Eva.Ouça-me, a misericórdia do Pai é maior do que você um dia poderá imaginar. Existe agora um caminho aberto: a estrada da misericórdia. E você deve chamar esta estrada de Golconda. Fale dela a teus filhos, para que por esta estrada ele possam voltar a viver na Luz."
E depois disto a escuridão caiu-lhe como um véu e a única luz eram os olhos brilhantes de Lilith. Caim olhou em volta de si viu que ele era um Desperto. Quando pela primeira vez uma onda de energia flui por seu corpo ele descobriu como se mover como um raio (rapidez), como pegar emprestada a força da terra (potência), como ser como uma rocha (fortitude).
Lilith mostrou-lhe como se esconder dos caçadores (ofuscação), como comandar obediência (dominação) e como exigir respeito (presença).
Mais tarde Caim descobriu como alterar sua forma (metamorfose), como dominar animais (animalismo) e como ver além do que os olhos conseguem ver (auspícios).
Lilith comandou, através de seus poderes, que Caim parasse por ali. Que ele já havia alcançado o limite, ameaçando a própria existência. Ele obedeceu por causa dos poderes dela, mas quando ela não mais se ocupava dele ele abriu as portas de sua alma para a noite. Adiqüirindo um poder inimaginável. Com estes poderes ele se libertou da influência de Lilith e fugiu da Rainha dos Condenados para um local onde nem mesmo seus demônios poderiam encontrá-lo.
Essas capacidades extraordinárias são chamadas de disciplinas e cada uma tem um nome em específico (que se encontra em itálico).
Um pouco de história A história de Caim: as maldições
A história de Johnattan contarei mais tarde.
Agora é importante mostrar-lhes a educação que recebi por um período de 2 anos. Entre a história dos cainitas, as leis vampíricas, e o aprendizado do controle sobre minhas disciplinas.
Hoje somos meramente uma fábula para os mortais. É mais fácil caçar quando a sua presa desconhece a sua condição, no entanto, a nossa história se perde no tempo. Sendo parte dela, inclusive, relatada na bíblia Cristã.
Caim e Abel iriam fazer um ritual de adoração a Deus. Abel sacrificou um cordeiro. Caim queria que Deus visse o quão grande era seu amor por Ele que sacrificou aquilo que mais amava: seu irmão.
Deus ficou enfurecido e expulsou Caim das Terras do Éden. Caim ficou então a vagar pelo deserto onde encontrou Lilith, a primeira mulher, que lhe ofereceu conforto e proteção.
Lilith havia sido feita do mesmo barro que Adão não aceitando, por isto, ser submissa a ele. A pedido de Adão, Deus expulsou Lilith do Éden e fez-lhe outra esposa, oriunda de sua carne para que pudesse a ele ser submissa.
Lilith encontrou Caim nas Terras de Nod, os territórios que não pertenciam ao Éden. Alimentou-o, vestiu-o e confortou-o. Tudo isto Lilith conseguira através de sua mágia. Caim aproveitou-se do amor de Lilith e pediu a ela que o desperta-se, ela, a contragosto, o fez.
Certo dia ao anoitecer Mikael, General dos Céus e guardião da Chama Sagrada, chegou a Caim e lhe disse:
"- Filho de Adão, Filho de Eva, seu crime foi grande, mas o amor de meu Pai é tão grande quanto. Você aceita o Seu perdão, arrependendo-se? - Não pela de Deus, mas pela minha graça viverei, em meu orgulho.
- Então, enquanto andar nesta terra, você e seus filhos temerão minha chama viva, ela irá corroer e consumir sua carne." - assim o amaldiçou Mikael
Pelo amanhecer Raphael, portador do alvorecer, chegou a Caim e disse:
"- Caim, Filho de Adão e Filho de Eva, seu irmão, Abel, perdoa o teu pecado. Você não irá arrepender-se e aceitar a misericórdia do Todo-Poderoso? - Não pelo de Abel, mas pelo meu perdão serei perdoado.
- Então enquanto andar nesta terra você e seus filhos temerão o amanhecer, e os raios do sol buscarão queimar-lhes como fogo para sempre onde quer que se escondam." - assim o amaldiçou Raphael
E Caim se escondeu e dormiu durante o dia. Ao anoitecer após ter acordado Uriel, o anjo da morte, o visita:
"- Filho de Adão. Filho de Eva. Deus Todo-Poderoso perdoou seu pecado. Você aceitará sua misericórdia e irá deixar-me levá-lo à Sua graça, não mais amaldiçoado? - Não pela de Deus, mas pela minha misericórdia eu viverei. Eu sou o que sou. Eu fiz o que fiz e isso não irá mudar nunca.
- Então enquanto você andar sobre esta terra, você e seus filhos irão permanecer nas Trevas. Vocês beberão apenas sangue. Vocês comerão apenas pó. Vocês terão sempre a mesma aparência. Nunca morrerão, viverão para sempre. Vocês viverão para sempre nas Trevas. Tudo o que tocarem perecerá em nada, até o fim dos dias." - assim o amaldiçou Uriel
:: Klaus HölleSohn 12:08 PM
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Aceitei rapidamente minha nova condição, até mesmo porque o meu trabalho como mercenário acabou sendo favorecido.
Tornando-me um cainita eu me tornei um imortal. O prazer de matar, que eu havia transformado em profissão, passou a ser uma necessidade.
Isto, e muito mais, aprendi prontamente com meus tutores: Johnattan e Elisabeth.
Eles eram ingleses e estavam entre os primeiros vampiros a aportarem no Brasil. Naquele tempo era difícil. Existiam apenas dois meios: a umbra e a viagem pelo Oceano Atlântico.
A umbra é muito perigosa, sendo recomendada apenas aos cainitas mais poderosos por ser habitada por lupinos e bestas mágicas de todo tipo.
A viagem pelo Atlântico, deveria ser feita clandestinamente. Durante várias noites a alimentação deveria ser evitada e era proibido dormir durante o dia, sob a pena de ser encontrado e exposto ao sol. Poucos vampiros resistem a mais do que alguns segundos sob a luz do sol.
Johnattan media mais ou menos 1,92m. Tinha olhos azuis, cabelos grisalhos, bem acinzentados, mais ou menos na altura dos ombros e idade aparente de 40 anos. Na verdade Johnattan era antigo e hoje em dia, se ainda estivesse vivo, poderia ser considerado um ancião. Na época em que me abraçou ele já estava com 317 anos.
Elisabeth, com cabelos castanho claro, quase loiros, olhos cor de mel, media 1,67m. Apesar da aparência mórbida que todos nós, eu e meus pares, temos ela ainda conservava em seus lábios um vermelho vivo, natural das mulheres mortais. Elisabeth era duplamente jovem. Tinha idade aparente de 20 anos. Sua idade verdadeira era de 90 anos.
Ambos tinham a pele claríssima, devido à falta do sol e eram originários da Inglaterra.
:: Klaus HölleSohn 5:59 PM
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Eu acordei sete noites após o fato que descrevi ontem.
Sentia uma sede indescritível e via o mundo com outros olhos.
Ao me levantar do leito tonteei e caí. A mulher que estava junto ao homem que ajudei veio em meu auxílio.
Naquela ocasião ela me explicou minha atual situação. Eu, que até então acreditava que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto, fui posto à prova. Johnattan, o vampiro que me abraçou e que se tornou meu mestre, entrou na sala e, diante de meus olhos, mostrou-me as capacidades sobrenaturais que eu, com o tempo, passaria a adquirir.
Ele conseguia mover-se com uma velocidade que julguei inimaginável. Passava por detrás de uma pilastra e desaparecia, reaparecendo novamente atrás da pilastra seguinte. Comandava os animais e, como prova final, diante de meus olhos tornou-se névoa.
Trouxeram-me então um escravo que havia tentado fugir. Mataram-no diante de mim e, pela primeira vez, saciei minha sede.
:: Klaus HölleSohn 10:27 AM
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Meu nome é Klaus HölleSohn. Sou um cainita e tenho, atualmente, 226 anos.
Alemão, cresci e fui criado no Brasil. Quando meus pais resolveram se mudar cá em busca de enriquecimento eu tinha apenas alguns meses.
Minha história se perde no tempo em que vivi, mas ainda lembro do dia em que fui abraçado.
Eu tinha então a idade de 25 anos e estava em missão pela mata atlântica. Havia integrado uma força tarefa que mais tarde viria a dar origem ao exército brasileiro.
Era de noite e, por recomendação do capitão, não deveríamos nos afastar do acampamento. Ele acreditava nas histórias de seres sobrenaturais que sondavam a noite. Eu não. Este foi meu mais fatal engano.
Uma noite escutei gritos. Todos acordaram. Por ordem do capitão ninguém deveria se ausentar do barracão. Os gritos continuaram.
Não pude me conter diante da frieza com que todos apenas escutavam. Peguei meu Sharp e fui em direção à floresta.
Os gritos estavam cada vez mais fortes e eu já podia ouvir o rosnado de uma fera. Continuei seguindo em direção ao barulho, e para a minha surpresa me encontrei diante de um homem de meia-idade lutando ferozmente com um animal que parecia um macaco gigante.
O animal era mais ou menos da altura de um homem normal, porém com uma agilidade que eu nunca vira antes. Enquanto isto uma moça, em finos trajes europeus com idade aparente de 20 anos, gritava desesperada.
Naquela época um rifle podia disparar apenas um tiro de cada vez, cabendo ao atirador recarregar a arma novamente caso quisesse efetuar outro disparo. Fiquei mais ou menos uns cinco minutos aguardando uma boa oportunidade. Atiraria na cabeça para evitar o desperdício do tiro.
O homem, apesar de sua idade aparente, lutava com o animal de igual para igual, como se também fosse outro animal. O espanto que isto me causava atrasou o meu disparo. De repente o homem é jogado contra o paredão rochoso no qual a moça se escorava com medo da batalha.
Era a chance, fiz a mira e chamei a atenção do macaco com um grito de ataque. Quando este me olhou pude ver, pela luz da lua que passava pela folhagens, que não se tratava de um macaco. Pelo menos não era um macaco que eu tivesse visto antes. Além do mais seu corpo era esguio como o de um homem normal. O bicho se virou e soltou um rosnado.
Foi a chance perfeita. Disparei dentro de sua boca. O bicho, no entanto, ao invés de morrer pôs-se a berrar e agachou colocando a mão, como se tapando a própria boca. Quando percebi o homem já estava em pé, empunhando uma espada e, com ela, decapitou o animal maldito.
Ele caminhou em minha direção. Me agradeceu em um português carregadíssimo de sotaque estrangeiro. Quando busquei a garota com os olhos para ver como ela estava, o mundo enegreceu... para sempre.
:: Klaus HölleSohn 3:17 PM
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