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06/07/2004
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.: Quarta-feira, Abril 25, 2007

Um pouco de minha história
A Guerra do Paraguai V

Segui me embrenhando mata adentro, sempre à vista dos soldados. Nenhum tiro disparado. Quando a mata tornou-se verdadeiramente densa, obrigando-os a abandonar a fila indiana, em um único salto eu subi em uma árvore, o sabre ainda em minhas mãos. Dividir para conquistar.

Instintivamente os soldados haviam adotado um sistema de duplas. Comecei a atacar os homens de forma rápida e silenciosa. Decapitação sempre foi minha maneira predileta de finalizar qualquer combate, e neste dia eu decapitei todos os que me seguiram. Os poucos que fugiram não permaneceram na cidade. Como minha missão era somente libertar a cidade da ocupação paraguaia eu dei meu trabalho por finalizado e retornei ao Rio de Janeiro. Lá chegando não encontrei Johnatan, Elizabeth me avisara ele havia ido para o Paraguai prestar serviços militares para a realeza.

Enviei meu relatório para as autoridades brasileiras e elas concluíram que a decisão de não enviar tropas para Coxim havia sido decididamente acertada. Como prêmio por meus serviços eu recebi vastas terras ao norte do estado do Rio de Janeiro.

Quando Johnatan retornou, eu as entreguei a ele. Eu só poderia manter propriedades com sua permissão. John me prevenira que tinha um bom uso para as terras e que por ora permaneceria com elas. Ao retornar do Paraguai Johnatan trouxe prisioneiro consigo um vampiro de 11ª geração, uma geração "mais novo" do que eu. Muito mais poderoso e experiente, porém bem mais fraco que meu mentor.

Johnatan parabenizou-me pelo meu desempenho em Coxim e como forma de premiação me ensinaria como aumentar minhas capacidades de maneira mais rápida do que com simples treino ao longo dos anos. Ele me ensinaria, neste momento, todo o potencial que o sangue tem... Johnatan me ensinaria a Diablerri.

A Diablerri consiste em um ritual onde um vampiro mais fraco consegue, por meio do sangue de outra criatura mais poderosa, aumentar drasticamente as suas capacidades sobrehumanas. Por meio deste ritual é possível até mesmo diminuir a diferença de potenciais e poderes entre uma geração e outra de vampiros. Se um vampiro de uma geração posterior realiza o ritual com o sangue de outro de geração anterior, eles passam a ter poderes equivalentes, podendo até mesmo dizer que a geração de ambos é a mesma, ou seja, o mais fraco fortalece-se, abaixa a sua geração e se aproxima cada vez mais de Caim.

Não se esqueçam que quando eu falo a respeito de gerações eu o digo com relação à proximidade do pai de todos os cainitas, Caim. Quanto menor a geração de um vampiro mais próximo de Caim ele se encontra. E quanto mais próximo de Caim, mais poderoso um vampiro é. Os vampiros mais fracos de hoje em dia são os de 13ª geração, embora existam boatos de vampiros de 14ª e 15ª geração, mas comparados a outros como eu, que atualmente me encontro 6 gerações abaixo de Caim, não passam de seres humanos normais.
:: Klaus HölleSohn 6:13 PM [+] ::

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.: Sexta-feira, Abril 20, 2007

Um pouco de minha história
A Guerra do Paraguai IV

Afastei-me da cidade e subi em uma árvore de onde pude visualizar a disposição das tropas. Dividiram-se em três grupos iguais, de aproximadamente vinte homens cada. Um grupo estava parado ao meio enquanto os outros dois se afastavam e adiantavam-se lateralmente. Eles estavam abrindo-se em leque.

O grupo à minha esquerda começava a entrar no arvoredo enquanto os outros dois permaneciam no descampado.Decidi que seria melhor enfrentá-los na mata fechada, embora fossem apenas sessenta homens era sessenta homens armados, eu não seria capaz de suportar tantos tiros.

Desci da árvore e me dirigi ao grupo que entrara no arvoredo, quando estava próximo do grupo mario subi na copa de uma árvore, o braulho chamou a atenção dos soldados e eles vieram até mim. Quando chegaram perto eu saltei para a árvore seguinte, eles tentaram me acompanhar.

Então comecei a descrever um círculo pulando de árvore em árvore. Os soldados começaram a agrupar-se formando o quadrado, conhecida estratégia militar para enfrentar um grupo de agressores corpo-a-corpo, bastante efetiva contra ataques indígenas, inútil contra mim.

Quando estavam bastante condensados eu saltei sobre eles. De início agarrei a cabeça de dois e a esmaguei antes de atingir o solo. Quando cai joguei os corpos contra o grupo desequilibrando a todos. Os soldados começaram a atirar à esmo, um tiro atingiu meu braço esquerdo de raspão, alguns soldados atingiram seus próprios companheiros, facilitando o meu trabalho.

Retirei o sabre de um deles e comecei a decapitá-los e arrancar seus braços, aquilo que estivesse ao alcance da lâmina era cortado. A esta altura eu tinha certeza de ter matado nove soldados e ferido mortalmente outros sete. Ninguém estava de pé e os outros grupos começaram a se aproximar.

Aguardei a sua chegada para que pudessem me ver entrando na mata fechada, onde a batalha me seria favorável.
:: Klaus HölleSohn 11:59 PM [+] ::

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